<em>Movijovem</em>

Nas Pousadas de Juventude, geridas pela Movijovem, a situação laboral é caracterizada por despedimentos, transferências ilegais, redução salarial e retirada de direitos, denunciou na semana passada o Sindicato da Hotelaria do Norte. As direcções alternam entre JS e JSD, conforme vão mudando os governos. Só no ano de 2004 o número de trabalhadores foi reduzido em 140, num total de cerca de 400, a nível nacional. Foi anunciada a aquisição de uma nova frota, mas o parque automóvel é novo e tem viaturas de grande cilindrada. Surgem novos «tachos», com elevados salários e regalias, enquanto os trabalhadores que entram são contratados a recibo verde e temporários.
A direcção da Movijovem é ainda acusada de fazer transferências ilegais, com o objectivo de levar os trabalhadores a despedirem-se sem receberem indemnizações – e são referidos três casos, entre «muitos». O clima gerado é de terrorismo laboral, afirma o sindicato.
Com o Governo PSD/PP, não houve aumentos e os trabalhadores viram os seus salários reduzidos em 13,7 por cento. Além disso, a direcção da Movijovem decidiu deixar de pagar os feriados, a partir deste ano, e retirou o direito à alimentação em espécie (passou a dar um subsídio de apenas 4,49 euros, quando os trabalhadores têm direito a duas refeições principais e uma ligeira). A ITAU foi contratada para prestar serviços de restauração, e os trabalhadores da Movijovem foram obrigados a passar para aquela empresa.


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